Trabalho informal, uma saída contra o desemprego

O trabalho informal tem sido a saída para o desemprego que assola o país.

Mas, a grande pergunta busca saber se esta seria a política governamental ideal.
Vamos descobrir mais detalhes a partir do texto que preparamos especificamente para tratar desse tema!


A crise financeira por qual o Brasil passa a anos está engrossando as fileiras de desempregados. Em busca de sustentação financeira, as pessoas estão se lançando no trabalho informal: Para muitos esta é a saída contra o desemprego.

É comum ouvirmos histórias de populares que levantam cedo do dia e enfrentam as intempéries da cidade, como a violência e o trânsito caótico, para executar tarefas informais.

Algumas pessoas até tem uma formação, sabem praticar alguma operação, enquanto outras não possuem o conhecimento mínimo formal para o emprego.

Em um caso e noutro o que se observa com muita facilidade são pessoas nas ruas vendendo salgados e doces, engraxando sapatos, limpando carros, tudo na intenção de conseguir alguns trocados que possam sustentar a si e sua família ao longo do dia.

Essas pessoas estão diariamente desenvolvendo um trabalho informal como uma saída contra o desemprego que assola o país há anos.

Dias melhores estão por vir?

Se perguntarmos a cada um desses trabalhadores informais, então certamente dirão que dias melhores estão por vir. Isso, ao mesmo tempo em que clamam por socorro governamental.

Apesar da confiança de alguns, outros veem o governo como um lançador de impostos, e alguém que sequer sabe que existe o trabalho informal nas ruas das pequenas e grandes cidades.

Talvez, essa esperança seja motivada pelos anos a fio em que houve um crescimento da economia e surgimento de empregos.

Isso ocorreu entre os anos 2001 e 2005, quando o comércio e a indústria experimentou uma aceleração bastante positiva e lucrativa, tanto para empregadores como para empregados.

Porém, há anos o país vem sofrendo uma desaceleração econômica com imposição de impostos e aumento do desemprego. Isto tem gerado a informalidade como uma saída frente as muitas demissões que vem ocorrendo.

Especialista Direito Trabalhista

O que dizem
os especialistas?

O professor da Unicamp, Anselmo dos Santos, afirma que o trabalho informal está estreitamente vinculado com o desemprego e o subtrabalho.

A crise atual financeira brasileira não tem mostrado perspectivas de controle. O mercado tende a piora, sendo que o número de empregos deverá continuar a cair, algo comum ao longo de uma desaceleração econômica.

Paul Singer, um economista que desenvolveu atividades no Ministério do Trabalho e Emprego, acredita que a situação envolve além do governo, a população como um todo.

Segundo o especialista existem formas coletivas, como também autônomas para sair da crise, isso por parte das pessoas que estão sem emprego. Por sua vez, o governo deverá criar políticas públicas para concessão do crédito e acompanhamento.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Segundo o IBGE, que é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quando a economia de um país está em baixa, desacelerando portanto, é comum observarmos o subemprego, ou melhor dizendo, o trabalho informal.

Considerando uma crise financeira que abalou fortemente o país em 2003, o IBGE afirma que naquela época contabilizou milhões de desempregados. Comparado com os dados atuais, a crise ainda não chegou a definir este patamar, mas certamente já tirou muita gente do trabalho formal.

O fato é que já chegamos ao patamar de 13 milhões de desempregados no Brasil. Esse é um número alarmante e não podemos esperar contabilizar mais e mais desempregados. É preciso urgente a aplicação de políticas governamentais eficientes.

O trabalho em conjunto

O governo, pela lógica, deveria ser o primeiro ator a se manifestar nesse ambiente de precariedade do trabalho formal.

Em seguida, a sociedade civil, aqui representada especialmente pelos trabalhadores juntamente com as grandes empresas e indústrias por exemplo, devem fazer parte do rol de criação e execução de uma política ampla de trabalho.

Tanto especialistas, quanto o governo e sociedade sabem que apenas essa união é capaz de superar essa intempérie que vitimiza diariamente pessoas em todas as cidades brasileiras, lhes tirando o sustento financeiro.

Sabe-se que a Constituição guarda os direitos e deveres de cada cidadão e prevê que o estado gere o bem-estar para os mesmos.

Esse bem-estar advém de diversos fatores, dentre eles a dignidade e o direito de poder executar suas atividades, de ter um emprego para tirar dali o seu sustento.

Diariamente, homens e mulheres precisam se sustentar tanto em termos alimentares quando para atender suas demais necessidades. E isso só será possível se oferecer-lhes um emprego que garanta obter regularmente o sustento.

Com isso concluímos que o trabalho informal não poderá ser a saída contra o desemprego, embora seja isso o que estamos vendo e vivenciando atualmente.

É preciso que haja uma solução permanente e que possa ser aplicada em tempos de crise, de modo que se reduza grandemente os impactos negativos especialmente no que tange aos postos de trabalho.

Se não for a partir do governo, pois que a sociedade se reúna e em, coletividade, que requeira dos governantes o maior empenho e apresentação de propostas e soluções capazes de gerar empregos formais.

Doutor João Paulo Celis Machado
Doutor João Paulo Celis MachadoCEO da Advocacia Celis MachadoEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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